O contrato atual de concessão dos serviços divisíveis de limpeza urbana de São Paulo é um dos mais onerosos aos cofres públicos da cidade, com valores aproximados de 2 bilhões de reais anuais. Seu vencimento acontecerá em outubro de 2024, depois de completados 20 anos de vigência.
Hoje, a construção de um novo “contrato de lixo” ocorre sob sigilo e sem participação social, correndo o risco de ser assinado sem consulta pública. Ainda por cima, os estudos encomendados pela Prefeitura de São Paulo apontam para a instalação de uma URE (Usina de Recuperação Energética), que consiste na geração e comercialização de energia elétrica a partir da queima de rejeitos.
Além disso, não está sendo garantida a obrigatoriedade do cumprimento de metas que mitiguem a emissão de gases de efeito estufa (GEEs). Isso fere a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010 – PNRS), que tem como diretriz evitar ao máximo o aterramento, a incineração e a recuperação energética ao estabelecer a ordem de prioridade no gerenciamento de resíduos.
O desastre climático no Rio Grande do Sul emite um alerta para todo o país e para a cidade de São Paulo. Estamos perdendo a oportunidade de avançar na transição ecológica e podemos ficar amarrados a um contrato de 20 anos assinado por um prefeito negacionista.
Se você também quer a quebra do sigilo e concorda com nossas propostas, assine o abaixo assinado e junte-se a essa luta.