Territórios
São Miguel, Jardim Helena e Jardim Pantanal

Um mandato presente nos bairros, ouvindo as pessoas e construindo soluções para a região.

Presença da Luna na Região

TRAGÉDIA ANUNCIADA NAS VÁRZEAS DA ZONA LESTE

População cobra ações urgentes da prefeitura para evitar novos alagamentos prolongados na próxima temporada de chuvas

Moradores de São Miguel Paulista, Jardim Helena e do Jardim Pantanal exigem soluções definitivas antes do início do próximo período de chuvas.

A revolta tem motivo: em temporais passados, o Jardim Pantanal chegou a ficar uma semana inteira debaixo d’água. A situação é tão crônica que virou alvo de uma CPI na Câmara Municipal, onde técnicos confirmaram o óbvio: a região, que fica colada nas várzeas do Rio Tietê, está completamente desprotegida diante da crise climática atual.

Especialistas explicam que as causas combinam geografia e descaso. São Paulo nasceu em uma área de cheias. O problema é que a cidade cresceu impermeabilizando tudo com asfalto e concreto, sem deixar a água penetrar no solo.

No Jardim Helena e no Pantanal, a ocupação avançou para as áreas mais baixas do rio. Quando chove forte, o sistema de bueiros e galerias não aguenta. Para piorar, moradores e cientistas cobram explicações sobre o impacto da Barragem da Penha, que pode estar represando a água e jogando o rio de volta para dentro dos bairros.

Diante do caos, a prefeitura chegou a sugerir a remoção em massa de famílias, mas estudos técnicos da própria Secretaria de Obras mostraram que fazer as intervenções de drenagem sai mais barato do que expulsar quem construiu a vida ali há mais de 40 anos.

Presente na linha de frente dessa disputa, a vereadora Luna Zarattini tem encampado a luta ao lado das comunidades da Zona Leste, pressionando por soluções estruturais para os alagamentos e se posicionando de forma contundente contra as remoções massivas propostas pela gestão municipal.

A solução vai muito além de construir piscinões, que sozinhos já não dão conta. Urbanistas defendem uma virada para a “infraestrutura verde”.

O próprio plano de bairro desenhado pelos moradores aponta saídas viáveis: recuperar a mata ciliar do Rio Tietê, criar jardins de chuva, instalar biovaletas e usar pavimentos permeáveis para ajudar o solo a respirar e absorver a água.

O povo da Zona Leste quer soluções agora, antes que a próxima tempestade comece a subir.